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Autoridade

Estamos habituados a respeitar e obedecer a figuras de autoridade.

É isso que nos ensinam as nossas famílias, os nossos professores… até algumas histórias infantis que nos contaram quando eramos pequenos. Mas será que isso é uma coisa boa? Ou é sempre uma coisa boa? Nos anos 60, o psicólogo americano Stanley Milgram fez uma experiência cujo resultado o surpreendeu até a ele.

Alegando que estava a fazer um estudo sobre memória, pediu a alguns voluntários que, no papel de professores, repetissem uma série de palavras aos seus alunos e lhes dessem choques elétricos de cada vez que estes se enganassem. Esses choques iam subindo de intensidade à medida que os alunos voltassem a errar.

Milgram esperava que 0 a 3 por cento dos voluntários fosse capaz de levar a experiência até ao fim mas, surpreendentemente, a maioria continuou a dar os choques elétricos até às voltagens mais elevadas, pois acreditavam que o psicólogo que conduzia a experiência sabia, melhor do que eles, o que era correto. Estamos habituados a dar respostas automáticas a figuras de autoridade.

Por isso, exibir um diploma, ter alguém que fale bem de nós ou ser indicado como uma pessoa com competência em determinada matéria tornanos mais influentes.