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MIGUEL COCCO

Como sair de um conflito sem deixar de ser quem é

Argumento, Conflito, Controvérsia, Disputa, Contenção

Seja líder, empresário, gestor ou trabalhador por conta de outrem, desde que trabalhe com pessoas, é natural que surjam conflitos em ambiente laboral. O que é absolutamente fundamental, tanto em ambiente laboral como na vida pessoal, é que aprenda a fazer a gestão dos conflitos sem deixar que estes incapacitem a sua vida ou as suas relações. Muitas pessoas têm dificuldade em ultrapassar um conflito com outra sem que este deixe marcas negativas na relação de confiança, de respeito ou de empatia. Se aprender a abordar os conflitos de forma estratégica, conseguirá não só ultrapassá-los como até torná-los algo positivo na relação, pois a sensação de ter passado por um conflito de forma pacífica reforça a confiança e o rapport. Segundo o conhecido método criado por Kenneth Thomas e Ralph Kilmann, existem várias maneiras de abordar e administrar conflitos. Os “Estilos de Administração de Conflitos” propõem 5 formas de lidar com conflitos.

Os especialistas defendem que existem duas dimensões básicas do comportamento humano em caso de conflito: a assertividade e a cooperação. A assertividade é a forma como cada interveniente tenta satisfazer seus próprios interesses. A cooperação é a forma como o indivíduo procura satisfazer os interesses dos outros. Estas duas variáveis são a base dos 5 métodos para administrar conflitos: competição, acomodação, afastamento, acordo, colaboração.
Todos são validos, e todos têm vantagens e desvantagens, pelo que é importante ter consciência de cada um deles para poder aplicá-los da forma mais adequada, dependendo das circunstâncias.

1 – Competição
A competição é uma atitude assertiva e não cooperativa. É um estilo agressivo onde o indivíduo tem por objetivo exercer o seu poder para atingir os seus próprios interesses, proteger os seus direitos ou simplesmente porque quer “ganhar a guerra”.
No entanto, em algumas situações a competição pode fazer sentido, nomeadamente em caso de urgência, por exemplo, quando não há tempo para refletir ou trocar opiniões, quando tem de impor regras ou medidas difíceis, ou quando foram tentadas as outras opções mas tem a sensação de que está num impasse e que a relação se está a deteriorar cada vez mais. Finalmente, poderá ser usado quando precisa de se proteger de pessoas que abusam do comportamento colaborativo.

2 – Acomodação
A acomodação é precisamente o contrário. Em vez de ser assertiva, é cooperativa e de quase auto-sacrifício. Nesta situação, o indivíduo prescinde dos seus próprios interesses para satisfazer os interesses da outra parte. A acomodação é aparentemente generosa e altruísta e pode resultar, em determinadas circunstâncias. Por exemplo, quando um relacionamento está muito fragilizado e a acomodação é imperiosa para evitar a rutura, ou quando a questão é crucial para o outro e não tanto para si, pelo que é uma boa oportunidade para mostrar generosidade, quando percebe que estava errado ou finalmente quando, por algum motivo, já está vencido e a competição irá na realidade prejudicar os seus interesses.

3 – Afastamento
É uma atitude inassertiva e não cooperativa. Ao afastar-se, não só está a abdicar de satisfazer os seus interesses como também não está a satisfazer os interesses da outra pessoa. A pessoa opta por se colocar à margem do conflito, eventualmente adiando a questão ou simplesmente distanciando-se. Esta estratégia pode no entanto ser a mais adequada quando o custo de um confronto é maior do que o benefício que possa trazer, quando ambas as partes consideram que o assunto não é relevante ou ainda quando as partes envolvidas precisam de se afastar para não reagir a quente. Poderá ainda recorrer ao afastamento quando precisa de tempo para escolher informação ou quando existe a real possibilidade do problema desaparecer sozinho.

4 – Acordo
É uma posição de média assertividade e média cooperação. Procuram-se soluções que possam ser aceitáveis para ambas as partes, fazem-se concessões, negoceia-se uma solução de meio-termo, mesmo que não seja boa. Pode ser utilizado quando todos teriam mais a perder com um desentendimento, quando os dois lados têm sensivelmente o mesmo peso na decisão, quando quer ou precisa de chegar a um acordo temporário ou quando, mesmo que a situação não seja ideal, o facto de não chegar a acordo trazer consequências demasiado pesadas.

5 – Colaboração
Este é próximo do tipo de negociação win-win, é uma atitude tanto assertiva quanto cooperativa. Ambas as partes trabalham juntas para chegar a uma solução que satisfaça plenamente todos os intervenientes. Cada um dos lados tenta entender o ponto de vista do outro. É utilizado nomeadamente quando os interesses das partes são ambos demasiado importantes para serem ignorados, quando existe uma relação de confiança mútua, quando quer garantir comprometimento, quando as partes ganham mais com uma decisão consensual que isoladamente ou quando as competências dos intervenientes se complementam.

Resumindo:
Competição é muito assertivo e não cooperativo.
Acomodação é pouco assertiva e muito cooperativa.
Afastamento é pouco assertivo e pouco cooperativo.
Acordo é medianamente assertivo e cooperativo.
Colaboração é muito assertivo e muito colaborativo.

Existirão situações em que terá de recorrer a cada um deles, mas, em caso de conflito, não saia deste enquadramento, pois sempre que se ultrapassam as barreiras do respeito, da ética ou do aceitável estamos a comprometer uma relação, um negócio e, em última instância, a nossa reputação.


Até já.

Miguel Cocco

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Miguel Cocco

Autor dos best sellers, Mude a sua vida com auto Hipnose e Emagreça com poder da mente.
Miguel Cocco elaborou 2 guias de grande eficiência para a descoberta do nosso potencial interior.

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