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Influência discreta

A influência discreta é útil em casos em que não é possível ou não é adequado dizer abertamente a alguém aquilo que se pensa.

Todos nós conhecemos pessoas com quem não é fácil falar… ou porque são teimosas ou porque são conflituosas… ou simplesmente porque estão tão envolvidas na defesa de uma causa ou ideia que têm dificuldade em mudar de opinião em relação a esse assunto.

Nós, portugueses, não somos educados para aquilo que algumas pessoas chamam “dar o braço a torcer”.
Só a ideia, só pensar nisso, dar o braço a torcer… faz impressão.

Há pessoas que dizem com orgulho… eu não dei o braço a torcer… ou seja, eu não admiti que errei, que estava enganado. Mas não tem mal nenhum enganarmo-nos… ou até pensarmos de uma maneira e depois ouvirmos outra coisa, outra ideia… e mudarmos de opinião.

É até positivo sermos capazes de pensar melhor e mudar de ideias.

Mas nos casos em que as pessoas não conseguem admitir essa mudança, a influência discreta pode ser adequada.

Quando é que deve usar a influência discreta?

Deve usar nos casos em que o está em causa é uma mudança de opinião ou de atitude, ou em situações em que é útil criar ou manter o rapport, ou seja, investir na relação com o outro.

A influência discreta também é útil em relações entre vendedores e clientes, por exemplo… e também em situações em que alguém tem uma relação de mentor com outra pessoa.

Um professor com um aluno, um treinador com um atleta…

Em vez de o professor dizer ao aluno que ele está a portar-se mal, pode valorizar o que o aluno fez de positivo, para ele ter mais comportamentos positivos e menos comportamentos desadequados…

A influência discreta também é útil em situações de networking, quando as outras pessoas ainda não se conhecem bem.

Para o fazer pode recorrer a linguagem não verbal, ao uso de metáforas e analogias e em ouvir o outro, Ouvir atentamente é, muitas vezes, a melhor forma de influenciar alguém.

Até já!

Miguel Cocco